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Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Soluço

Gritei um poema no silêncio e
o ar tornou-se irrespirável, como se
a aurora tivesse renascido em
aragem ou bafo quente saído da minha boca.

Olhei e era o mar
era a praia, as marés
o Verão de um tempo ausente
que deu à costa e morreu.

Gritei um poema... e em silêncio me quedei
a soluçar cantigas, serenatas
de paixões que ninguém sente e
se trauteiam por aí.

E o silêncio era a voz
que no meu peito ainda chama
por aqueles que eram nós...

(Felipa Monteverde)

4 comentários:

Paulo_fdx disse...

O poema está muito bem mas sao poucas as rimas, mas o que interesa é o sentido do texto e que para mim é bom, porque parece que escreves-te porque sentes! Continua assim que vais bem!

Aru disse...

Rimas deixaram de ser importantes desde o tempo do romantismo. O que importa é como se recita, e como se escreve.
O sentimento posto é o mais importante, de verdade.
Continue escrevendo Tia Fê, és muito boa nisso!
Abraço.

††Fαℓℓєη Aηgєℓ†† disse...

A senhora é tia do aru? O_o

enfim, obrigada pelo seu comentario e por suas palavras solidarias, o texto não é real e não passa de mais uma viagem ultrarromantica, mas de qualquer forma já passei por uma perda grande e fiz bom proveito de suas palavras.

Lindo seu poema, bons escritores sempre me inspiram (=

bjos!

Luna disse...

Muito bom este poema. E a ausencia de muitas rimas, na minha opiniao fez dele mais real. Muita rima -as vezes -superficializa a poesia.