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Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Não sei nadar

Não quero o travo salgado
da água do mar na minha pele
quero apenas molhar os pés
e não banhar-me nele.

Não sei nadar.
Ninguém me ensinou, não aprendi.
Para mim, o mar é cheiro a maresia
uma aragem salgada
e uma praia vazia.

Não sei nadar.
Mas nado em pensamento a distância
que me transporta a mil Verões
da minha infância.

E sôfrega mergulho nessas águas
em que a memória me acarinha
e me afaga as mãos já enterradas
numa sepultura que era minha.

O mar
é revolta constante e mensageira
em que mergulho e me afundo
por não saber nadar.

Mas sei que estás à minha beira
reconheço o teu odor e o ruído
do teu respirar na minha mente
onde te quedas sempre tão ausente
e tão cheiro a mar.

Mar
amar e não amar ninguém...
E ninguém me ensinou ainda a nadar.

Felipa Monteverde

3 comentários:

✿ chica disse...

Lindo e bem inspirado! um beijo,tudo de bom,chica

Nilson Barcelli disse...

Há sempre um mar de amar à nossa espera...
Parabéns pelo talento poético que revelas a cada poema que leio teu.
Beijos.

ILHA CLANDESTINA NOS MARES DO SUL disse...

lindo demais e me identifiquei pq nunca consegui aprender a nadar, comigo nada mar, nada de amar, he he he