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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

Suicídio

Nesta infinita espera em que caminho
avisto os teus passos no horizonte
e a memória trai o meu destino
atirando-se abaixo de uma ponte.

Ponte de desvarios e loucura
que atravessa o medo em que caí
ao separar o sonho da aventura
de esperar amor vindo de ti.

Mas o sonho caiu, a aventura ficou
e o romance morreu naquela hora
em que de uma ponte se atirou
um segredo, um destino, uma penhora.

Penhora de carinho, de ternura,
em que eu havia então depositado
o sonho, o desvario, a loucura
de amar uma lembrança do passado...

(Felipa Monteverde)

1 comentários:

Ailime disse...

Felipa,
Um poema muito belo, mas..acima de tudo a Esperança!
Beijinhos,
Ailime