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Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Indiferentemente

De facto
torna-se complicado
aceitar a existência de um ente
que vive dentro de nós
indiferentemente.

Indiferente a tudo
que possamos almejar
neste sentido que ascendemos
a esperar.

E
torna-se complicado
torna-se muito complicado
ser azul entre as estrelas
ser pedra no mar salgado.

Não espero
(nunca espero)
saber descomplicar a vida
só me aborrece esta espera
de uma promessa tardia.

E espero.
Indiferente ao teu ser
que vive dentro de mim
sem eu o conhecer.

Felipa Monteverde

2 comentários:

✿ chica disse...

Profundidade na dose certa e a indiferença igualmente.Linda poesia,Felipa!Bom te ler!beijos praianos,chica

Ailime disse...

E a vida e a poesia confundem-se! Belíssimo poema, Felipa.
Um beijinho. Ailime