Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
( Paulo Leminski )
Acerca de mim
- Felipa Monteverde
- Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Fernando Pessoa
Fernando, mensagem do meu reino
pessoa singular
homem grande e não pequeno
ideais de além-céu e além-mar.
Poeta de misterioso encanto
lúcido e confuso no pensar...
Minha alma é a tua, navegante
de mil sonhos numa barca a naufragar...
Fernando, poeta dos mil nomes,
mil almas que tiveste, sem ter tido...
Homem-deus, de espíritos disformes
universo em que anseio ter vivido...
Felipa Monteverde
sábado, 9 de junho de 2012
Por vezes
Por vezes inventamos silêncios que nos
fogem das mãos... e cada palavra é um
sussurro inacabado na transparência dos
sonhos em que nos afundamos...
Felipa Monteverde
fogem das mãos... e cada palavra é um
sussurro inacabado na transparência dos
sonhos em que nos afundamos...
Felipa Monteverde
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Pensei-te
Pensei-te e não recordo
que a chuva apagou o que eu sentia
ao lavar os meus sonhos
nesta cama fria.
Fiz a cama com lençóis de mar
num colchão feito de tempo
e adormeci sentidos de luar
e acordei marés do pensamento...
Pensei-te e não te entendo.
Felipa Monteverde
que a chuva apagou o que eu sentia
ao lavar os meus sonhos
nesta cama fria.
Fiz a cama com lençóis de mar
num colchão feito de tempo
e adormeci sentidos de luar
e acordei marés do pensamento...
Pensei-te e não te entendo.
Felipa Monteverde
domingo, 6 de maio de 2012
Perto de ti
Perto de ti haverá sempre
um olhar que tu não vês
um toque terno, um mimo
um afago, um carinho
que desconheces quem fez.
Sonhas gestos que procuras
e não sabes encontrar
gestos meigos, doces beijos
abraços de mil desejos
que não queres começar.
Perto de ti está a alma
que sonhas igual à tua
com sonhos iguais aos teus
com gestos iguais aos "eus"
que procuras pela rua.
Felipa Monteverde
domingo, 25 de março de 2012
Vencedora do 6º Pena de Ouro
Simone Butterfly foi a grande vencedora do 6º Pena de Ouro, com a poesia "Nos braços de um anjo".
Ela dedicou a todos os participantes esta bela poesia de Mário Quintana:
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
(Mário Quintana)
O meu muito obrigada e muitos parabéns à Simone.
E a Lindalva ofereceu-me este magnífico selo:
Ela dedicou a todos os participantes esta bela poesia de Mário Quintana:
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
(Mário Quintana)
O meu muito obrigada e muitos parabéns à Simone.
E a Lindalva ofereceu-me este magnífico selo:
quarta-feira, 21 de março de 2012
Para celebrar o Dia da Poesia
A SILABA
Toda a manhã procurei uma sílaba.
É pouca coisa, é certo: uma vogal,
uma consoante, quase nada.
Mas faz-me falta. Só eu sei
a falta que me faz.
Por isso a procurava com obstinação.
Só ela me podia defender
do frio de janeiro, da estiagem
do verão. Uma sílaba.
Uma única sílaba.
A salvação.
Eugénio de Andrade
Toda a manhã procurei uma sílaba.
É pouca coisa, é certo: uma vogal,
uma consoante, quase nada.
Mas faz-me falta. Só eu sei
a falta que me faz.
Por isso a procurava com obstinação.
Só ela me podia defender
do frio de janeiro, da estiagem
do verão. Uma sílaba.
Uma única sílaba.
A salvação.
Eugénio de Andrade
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