Acerca de mim
- Felipa Monteverde
- Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
domingo, 12 de agosto de 2012
A concha azul
Era uma concha azul
trazida pela maré
vinda dos mares do sul
pra debaixo do meu pé.
E eu pisei-a.
Magoei-me, pois então;
andar descalça na areia
também tem o seu senão...
Felipa Monteverde
terça-feira, 17 de julho de 2012
Fado da tarde
Um dia, trauteando "Estrela da Tarde", fado cantado por Carlos do Carmo com letra do poeta José Carlos Ary dos Santos, saiu-me isto:
Meu amor, meu amor
minha estrela da tarde
que o luar te não veja
nem o mundo se acabe.
Meu amor, meu amor
quem me dera a certeza
se tu és lua cheia
ou és candeia acesa
meu amor, meu amor
que nem chora nem reza.
Eu não sei, meu amor
se o que digo é tolice
se é mentira ou encanto
se é magia ou doidice
que se fez ou se disse
ou segredo ou quebranto
mas se chegas na tarde
que é tarde e é cedo
e é medo e é pranto
já não sei o que penso
o que digo e o que faço
só que te amo tanto.
Meu amor,
se isto é fado ou bruxedo
é por ti que o canto.
Felipa Monteverde
Meu amor, meu amor
minha estrela da tarde
que o luar te não veja
nem o mundo se acabe.
Meu amor, meu amor
quem me dera a certeza
se tu és lua cheia
ou és candeia acesa
meu amor, meu amor
que nem chora nem reza.
Eu não sei, meu amor
se o que digo é tolice
se é mentira ou encanto
se é magia ou doidice
que se fez ou se disse
ou segredo ou quebranto
mas se chegas na tarde
que é tarde e é cedo
e é medo e é pranto
já não sei o que penso
o que digo e o que faço
só que te amo tanto.
Meu amor,
se isto é fado ou bruxedo
é por ti que o canto.
Felipa Monteverde
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Na boca do poeta
Procura as palavras na boca do poeta
lá as encontrarás límpidas e puras.
O poeta conhece todas as palavras que procuras
e quer dar-te o silêncio em que as escreve.
Aceita a sua oferta
como se fosse um ramo de flores:
rosas, margaridas, cravos, as que quiseres
porque és tu quem as colhe nas palavras do poeta.
Felipa Monteverde
lá as encontrarás límpidas e puras.
O poeta conhece todas as palavras que procuras
e quer dar-te o silêncio em que as escreve.
Aceita a sua oferta
como se fosse um ramo de flores:
rosas, margaridas, cravos, as que quiseres
porque és tu quem as colhe nas palavras do poeta.
Felipa Monteverde
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Razão de Ser
Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
( Paulo Leminski )
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?
( Paulo Leminski )
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Fernando Pessoa
Fernando, mensagem do meu reino
pessoa singular
homem grande e não pequeno
ideais de além-céu e além-mar.
Poeta de misterioso encanto
lúcido e confuso no pensar...
Minha alma é a tua, navegante
de mil sonhos numa barca a naufragar...
Fernando, poeta dos mil nomes,
mil almas que tiveste, sem ter tido...
Homem-deus, de espíritos disformes
universo em que anseio ter vivido...
Felipa Monteverde
sábado, 9 de junho de 2012
Por vezes
Por vezes inventamos silêncios que nos
fogem das mãos... e cada palavra é um
sussurro inacabado na transparência dos
sonhos em que nos afundamos...
Felipa Monteverde
fogem das mãos... e cada palavra é um
sussurro inacabado na transparência dos
sonhos em que nos afundamos...
Felipa Monteverde
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