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Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pensei-te

Pensei-te e não recordo
que a chuva apagou o que eu sentia
ao lavar os meus sonhos
nesta cama fria.

Fiz a cama com lençóis de mar
num colchão feito de tempo
e adormeci sentidos de luar
e acordei marés do pensamento...

Pensei-te e não te entendo.

Felipa Monteverde

domingo, 6 de maio de 2012

Perto de ti



Perto de ti haverá sempre
um olhar que tu não vês
um toque terno, um mimo
um afago, um carinho
que desconheces quem fez.

Sonhas gestos que procuras
e não sabes encontrar
gestos meigos, doces beijos
abraços de mil desejos
que não queres começar.

Perto de ti está a alma
que sonhas igual à tua
com sonhos iguais aos teus
com gestos iguais aos "eus"
que procuras pela rua.

Felipa Monteverde

domingo, 25 de março de 2012

Vencedora do 6º Pena de Ouro

Simone Butterfly foi a grande vencedora do 6º Pena de Ouro, com a poesia "Nos braços de um anjo".
Ela dedicou a todos os participantes esta bela poesia de Mário Quintana:

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
(Mário Quintana)


O meu muito obrigada e muitos parabéns à Simone.
E a Lindalva ofereceu-me este magnífico selo:

quarta-feira, 21 de março de 2012

Para celebrar o Dia da Poesia

A SILABA

Toda a manhã procurei uma sílaba.
É pouca coisa, é certo: uma vogal,
uma consoante, quase nada.
Mas faz-me falta. Só eu sei
a falta que me faz.
Por isso a procurava com obstinação.
Só ela me podia defender
do frio de janeiro, da estiagem
do verão. Uma sílaba.
Uma única sílaba.
A salvação.

Eugénio de Andrade

domingo, 18 de março de 2012

Resultados da 2ª fase do Pena de Ouro

Já saíram os resultados da 2ª fase do Pena de Ouro, não passei à fase final mas foi muito bom participar. Agradeço à Lindalva pelo convite e a todos que votaram em mim. Eis os resultados:


E esta era a minha poesia:

Perderam-se as lembranças

Não era uma porta qualquer, era a que
dava acesso ao espaço inabitado do meu peito mas
nunca a quiseste transpor, nunca achaste satisfeito
o desejo de domínio absoluto do teu reino.

Medo ou cobardia, talvez fosse algo
assim entre estes dois sentidos o que
mostravas nas palavras que escondias.
Medo de amar, cobardia em te entregares
e o tempo encarregou-se de apagar
todas as lembranças que eu pedia.

Perderam-se em fragmentos pelo
tempo fora essas lembranças que nunca esqueci
recordações de frases e sorrisos que jamais recebi.
Perderam-se, voaram pelo espaço em que te cri
pelo tempo desse tempo em que ingénua vivi
e nada tenho a recear, nada no meu peito
mostra o quanto precisei de ti.

Perderam-se as lembranças, onde as guardei?
A arca foi roída, carcomida pelas traças
e tudo que eu lembrava se fragmentou
no tempo, amargamente ausente em mim
o amor que te quis dar…

Felipa Monteverde

Presentinho da Lindalva
Os meus parabéns a todos os participantes, boa sorte para os que passaram à final:

Maze

Marilene

Roseli

A estas poetisas juntam-se os três que venceram a 1ª fase, a grande Final começará no dia 20 deste mês.
E viva a poesia!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Participo no 6º pena de Ouro...



... e venho apelar ao voto, naturalmente!
Clique no link e deixe um comentário com o seu voto e o link do seu blog. 
Mesmo que tenha mais do que um blog só pode votar uma vez por dia (dias 15, 16 e 17).
Se votar na minha poesia agradeço, se não votar não faz mal mas visite esse cantinho poético da Lindalva:

Obrigada

quinta-feira, 8 de março de 2012

Travisto-me

Travisto-me de alegria – eu
que sou a tristeza e a amargura.
A minha alma é pura melancolia
meu espírito ansiedade
o meu corpo vã matéria
a mente a luta contra a insanidade.
E o meu coração a eterna espera
pelo fim desta loucura,
desta insana forma de amar e não amar
de viver e não viver
de lutar, de desistir
de recomeçar e resistir
ao tormento que me obriga
a ser o que não sou nem quero ser.

Felipa Monteverde