A solidão, por vezes, torna-nos tão idiotas e crentes que até pensamos que é verdadeiro e nos é realmente dirigido o sorriso da vendedora no Shopping...
mas é apenas dirigido à nossa carteira, nada mais...
Acerca de mim
- Felipa Monteverde
- Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
O passarinho
O passarinho que brincava na estrada
e que passava em brincadeira
como sempre, à minha beira
começou a procurar o sentido de amar
e não saber a quem amar
nem o porquê de o procurar.
O passarinho que eu via da janela
na tigela e na bebida que se bebe de fugida
(porque o medo tira a sede
e o desgosto de quem bebe)
sem sentir que na garganta
se espanta um sorriso
que não mostra quem não gosta de beber
(só de matar aquela sede
de esquecer quem não se quer)
o passarinho procurou o que não via
e não sentia, nessa sede que o perdia.
E eu já vi um passarinho
sem ter asas nem ter ninho
mas com penas, muitas penas, que penava
ao procurar sem encontrar
o que queria e desejava:
um caminho,
um carinho que buscava e ansiava.
Mas apenas encontrava
(no destino e na sorte que não tinha
e no desgosto de não ser um passarinho
não ter asas, não ter ninho)
os desgostos de uma vida a acumular
na procura de uma escolha a decifrar…
(Felipa Monteverde)
e que passava em brincadeira
como sempre, à minha beira
começou a procurar o sentido de amar
e não saber a quem amar
nem o porquê de o procurar.
O passarinho que eu via da janela
na tigela e na bebida que se bebe de fugida
(porque o medo tira a sede
e o desgosto de quem bebe)
sem sentir que na garganta
se espanta um sorriso
que não mostra quem não gosta de beber
(só de matar aquela sede
de esquecer quem não se quer)
o passarinho procurou o que não via
e não sentia, nessa sede que o perdia.
E eu já vi um passarinho
sem ter asas nem ter ninho
mas com penas, muitas penas, que penava
ao procurar sem encontrar
o que queria e desejava:
um caminho,
um carinho que buscava e ansiava.
Mas apenas encontrava
(no destino e na sorte que não tinha
e no desgosto de não ser um passarinho
não ter asas, não ter ninho)
os desgostos de uma vida a acumular
na procura de uma escolha a decifrar…
(Felipa Monteverde)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
As manhãs de Setembro
Esta manhã
acordei saudosa das manhãs de Setembro
em que acordava cedo e receosa de que tivesses partido.
A despedida era sempre dolorosa e
por isso não te despedias, abalavas de mansinho
sem que eu pressentisse,
sem que me apercebesse de que
deixavas o meu mundo e partias para o teu,
que me era inalcançável. Que me era
misterioso e tão apetecido como o mar…
Mas
esta manhã acordei com saudades
saudades desse tempo de incertezas, porque
hoje as certezas são previsíveis e eternas.
Hoje sei que partiste e já não voltas, que
jamais regressarás do teu mundo para o meu…
E a minha cama está tão fria e tão vazia do
calor com que o teu corpo me aquecia…
(Felipa Monteverde)
acordei saudosa das manhãs de Setembro
em que acordava cedo e receosa de que tivesses partido.
A despedida era sempre dolorosa e
por isso não te despedias, abalavas de mansinho
sem que eu pressentisse,
sem que me apercebesse de que
deixavas o meu mundo e partias para o teu,
que me era inalcançável. Que me era
misterioso e tão apetecido como o mar…
Mas
esta manhã acordei com saudades
saudades desse tempo de incertezas, porque
hoje as certezas são previsíveis e eternas.
Hoje sei que partiste e já não voltas, que
jamais regressarás do teu mundo para o meu…
E a minha cama está tão fria e tão vazia do
calor com que o teu corpo me aquecia…
(Felipa Monteverde)
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Apatia
Há
no amor que guardo
dentro do peito
uma
apatia
tão grande em
relação
ao tempo em que
ainda
te amo
que já nem sei
se existo
em ti
ou
tu em
mim
ou eu
em
nós...
(Felipa Monteverde)
no amor que guardo
dentro do peito
uma
apatia
tão grande em
relação
ao tempo em que
ainda
te amo
que já nem sei
se existo
em ti
ou
tu em
mim
ou eu
em
nós...
(Felipa Monteverde)
sábado, 5 de dezembro de 2009
Hoje o amor fugiu
Hoje o amor fugiu, evaporou-se em três voltas ao luar
rodopiando amores ao beijar
os filamentos de lua no meu peito;
E fiquei quase esquecida em teu olhar
ao ver que deixavas o amor passar
e nem já recordavas o meu leito...
Passou, passou o tempo de viver
junto de ti numa cantiga mansa
sussurrada de mansinho pelo vento
E eu que sempre esperei poder dizer
que és berço em que a minh'alma descansa
sinto agora toda a dor do desalento.
Hoje o amor fugiu, evaporou-se em três voltas ao luar
rasou pelo meu peito a suspirar
rodopiou no tempo e lá se foi;
E eu aqui fiquei, sentindo a dor de amar
e nem saber sequer o que pensar
de um beijo que não mata e me destrói...
Fugiu, fugiu o amor de mim e me deixou
matando sensações que já nasciam
e em meu peito moravam e dormiam
Matou quem eu já fui e já não sou
e nunca mais direi que me faltou
o tempo, pois no tempo acabariam
os beijos de quem nunca me beijou...
(Felipa Monteverde)
rodopiando amores ao beijar
os filamentos de lua no meu peito;
E fiquei quase esquecida em teu olhar
ao ver que deixavas o amor passar
e nem já recordavas o meu leito...
Passou, passou o tempo de viver
junto de ti numa cantiga mansa
sussurrada de mansinho pelo vento
E eu que sempre esperei poder dizer
que és berço em que a minh'alma descansa
sinto agora toda a dor do desalento.
Hoje o amor fugiu, evaporou-se em três voltas ao luar
rasou pelo meu peito a suspirar
rodopiou no tempo e lá se foi;
E eu aqui fiquei, sentindo a dor de amar
e nem saber sequer o que pensar
de um beijo que não mata e me destrói...
Fugiu, fugiu o amor de mim e me deixou
matando sensações que já nasciam
e em meu peito moravam e dormiam
Matou quem eu já fui e já não sou
e nunca mais direi que me faltou
o tempo, pois no tempo acabariam
os beijos de quem nunca me beijou...
(Felipa Monteverde)
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O caracol

"Caracol, caracol, põe os corninhos ao Sol... "
Este desenho acompanha-me desde criança. Não propriamente este, pois foi desenhado há apenas três anos para uma experiência com o Painting, mas uma imagem igual (ou parecida).
Um dia descobri que desenhar caracóis é muito fácil, e bastava acrescentar uma folhinha para compor a coisa. Gostei do resultado. E então desenho caracóis sempre que me apetece fazer um desenho diferente, sem bonecos, florinhas ou corações...
A onda
A onda do mar chegou
mas era apenas um anzol com que eu pescava amores...
atirei-o ao mar das ilusões
mas ficou preso no regaço dos meus sonhos.
E eu fiquei ali, queda e muda olhando o mar
esperando ternuras e marés do teu amor...
Que jamais beijou os meus sentidos
que jamais abraçou a estrela que escondo no meu peito
nem secou jamais as minhas lágrimas
amargas e escurecidas
como a noite em que me deixo adormecer...
(Felipa Monteverde)
mas era apenas um anzol com que eu pescava amores...
atirei-o ao mar das ilusões
mas ficou preso no regaço dos meus sonhos.
E eu fiquei ali, queda e muda olhando o mar
esperando ternuras e marés do teu amor...
Que jamais beijou os meus sentidos
que jamais abraçou a estrela que escondo no meu peito
nem secou jamais as minhas lágrimas
amargas e escurecidas
como a noite em que me deixo adormecer...
(Felipa Monteverde)
Subscrever:
Mensagens (Atom)