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Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Havia um pássaro

Havia um pássaro que tinha um sonho:
voar alto.
Mas não lho permitiam,
apenas o deixavam andar rasteirinho,
rente ao chão.
Ele obedecia mas sonhava,
sonhava sempre que voava
pelo alto céu como um avião.

Felipa Monteverde

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Selinho de amizade


A amiga Alice Cerqueira foi a grande vencedora do 5º Pena de Ouro, organizado pela Lindalva do blog Ostra de Poesia.
A Alice ofereceu este selinho aos amigos, que agradeço.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

És um fado que persigo

Encaminho o silêncio
em direção ao tempo que perdi
procurando em cada homem
o que não havia em ti.

Procuro mil destinos
enquanto atravesso o mar
das saudades e enganos
em que aprendo a navegar.

Penso em ti e recomeço
a iludir o pensamento
em tempestades de sonhos
adormecidos no tempo.

És um fado que persigo
és maré de nostalgias
quimera desencontrada
entre as noites e os dias.

Entrego à lua o caminho
que percorro lentamente
procurando em cada homem
quem tu foste realmente.

Felipa Monteverde

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Fome

É noite e a minha alma voa,
alada sombra que te segue os passos
por entre a escuridão que não perdoa
a solitária fome dos meus braços.

(Felipa Monteverde)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fiel

Permaneço fiel ao silêncio que me inibe,
finjo ouvir palavras que não dizes.

Felipa Monteverde

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Não tenho tempo

Não tenho tempo
e não gosto do tempo que tu queres que eu tenha
do tempo que entre nós eu sei que nunca houve...
e um lamento
me sai do peito em segredo e em silêncio
tão calado e insuspirado que ninguém o ouve.

Não tenho tempo
de ouvir mentiras e segredos
palavras que tu queres que eu escute e nunca ouça...
e num lamento
eu maldigo quem eu era e nunca fui e ninguém soube
e relembro esse tempo do meu tempo de ser moça.

Felipa Monteverde

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sonho e sentidos

Eras apenas um sonho que adormeceu na praia
e as marés encheram de areia os meus sentidos.

Felipa Monteverde