A sensação
que me assola o coração
é de uma tremenda solidão
ao pé de ti.
Sei-me sozinha
mas não sou coitadinha
não permito que a minha
vida se espraie por aí.
Sofro calada
mostro-me risonha e agradada
rio-me por tudo e por nada
mas por dentro morri.
Morri de amor
ou melhor, de um desamor
que me cravou no peito esta dor
e a deixou aqui.
Cravo encravado
no meu coração, neste meu lado
que mesmo sabendo-se enganado
só te quer a ti…
(Felipa Monteverde)
Acerca de mim
- Felipa Monteverde
- Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Adeus, futuro e sonhos

Adeus, futuro e sonhos,
Que a vida me desprendeu;
Não me atraseis a partida
Deixai-me ir na subida
Que me esperam no céu…
(Felipa Monteverde)
sábado, 2 de outubro de 2010
Cirandas
Queria dizer-te tantas coisas
falar-te dessa rosas que nunca me ofereceste...
Dizer que as minhas noites são silenciosas
esperas lacrimosas por dias em que não apareceste...
Não sei por onde andas
em que portas ou varandas se esconde o teu sorriso...
e permaneço aqui, chorando em noites brandas
revendo mil cirandas a que me ato e escravizo...
(Felipa Monteverde)
falar-te dessa rosas que nunca me ofereceste...
Dizer que as minhas noites são silenciosas
esperas lacrimosas por dias em que não apareceste...
Não sei por onde andas
em que portas ou varandas se esconde o teu sorriso...
e permaneço aqui, chorando em noites brandas
revendo mil cirandas a que me ato e escravizo...
(Felipa Monteverde)
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Fraqueza
Na fraqueza de um sujeito
Que se sujeita ao que tem
Eu não sei qual o proveito
Qual o mal e qual o bem.
Que se sujeita ao que tem
Eu não sei qual o proveito
Qual o mal e qual o bem.
Na angústia de um coração sofrido e dolorosamente sangrando, deposito a lembrança de um amor que não pensei e não sonhei, na quimera indesejada que em solo infértil semeei.
Não quero indiferenças nem sentidos indiscretos que me mostras e ostentas, como um estandarte ou hino que a vida me roubou e a que me atou, nestas negruras de ignorância e providências, sem cautelas nem cuidados nem fragrâncias que o teu falso amor me descobriu e me roubou.
Sofro penas, desamores e descrenças de uma vida sem passado ou redenção sem ter fé ou devoção ou emoção por um amor que não anseio e até rejeito…
E me correm pelo peito seivas que não conheci, de teus ódios, desamores e vinganças com que pagas o amor que te votei e redimi quando entreguei ao que sabia o que ignorava e nunca vi.
Na fraqueza da pessoa
Que se sujeita a alguém
Eu não vejo coisa boa
Não vejo males por bem…
(Felipa Monteverde)
Não quero indiferenças nem sentidos indiscretos que me mostras e ostentas, como um estandarte ou hino que a vida me roubou e a que me atou, nestas negruras de ignorância e providências, sem cautelas nem cuidados nem fragrâncias que o teu falso amor me descobriu e me roubou.
Sofro penas, desamores e descrenças de uma vida sem passado ou redenção sem ter fé ou devoção ou emoção por um amor que não anseio e até rejeito…
E me correm pelo peito seivas que não conheci, de teus ódios, desamores e vinganças com que pagas o amor que te votei e redimi quando entreguei ao que sabia o que ignorava e nunca vi.
Na fraqueza da pessoa
Que se sujeita a alguém
Eu não vejo coisa boa
Não vejo males por bem…
(Felipa Monteverde)
À distância
Moras à distância que te esconde
dos sonhos que não quero
e deixas-me à mercê dos meus sentidos
onde o vento é o meu segredo.
Sei o sopro do amor que te votei
sem pretender ser mais do que devia:
apenas alegria, apenas sensações
bafejadas na sorte que eu não tinha.
Amei-te a um só olhar
perdi meu pensamento no teu rosto...
e calei o meu sentir dentro do peito
que este amor é para mim mais um desgosto…
(Felipa Monteverde)
dos sonhos que não quero
e deixas-me à mercê dos meus sentidos
onde o vento é o meu segredo.
Sei o sopro do amor que te votei
sem pretender ser mais do que devia:
apenas alegria, apenas sensações
bafejadas na sorte que eu não tinha.
Amei-te a um só olhar
perdi meu pensamento no teu rosto...
e calei o meu sentir dentro do peito
que este amor é para mim mais um desgosto…
(Felipa Monteverde)
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Sede
Às vezes quero conseguir tudo...
Quero chegar longe, viver muito, sentir tudo.
Quero amar e ser amado com paixão...
Ter dias mais longos. Rir com toda a pujança
Conseguir metas seguir sempre em frente com novas metas no horizonte.
É urgente novas metas e novos horizontes....
Vejo-me como peregrino, arquitecto, amigo, aventureiro, amante, discípulo...
Vagabundo do nada...
Sinto-me leve a caminhar nesta terra de desejos, onde a sede volta a acender-se... Onde nada me satisfaz....
Habitar nesta terra faz-me sentir vivo, faz-me encontrar motivos para avançar.
Mas...
Por Sandro
(Retirado de http://comunidadeseeu.blogspot.com )
Quero chegar longe, viver muito, sentir tudo.
Quero amar e ser amado com paixão...
Ter dias mais longos. Rir com toda a pujança
Conseguir metas seguir sempre em frente com novas metas no horizonte.
É urgente novas metas e novos horizontes....
Vejo-me como peregrino, arquitecto, amigo, aventureiro, amante, discípulo...
Vagabundo do nada...
Sinto-me leve a caminhar nesta terra de desejos, onde a sede volta a acender-se... Onde nada me satisfaz....
Habitar nesta terra faz-me sentir vivo, faz-me encontrar motivos para avançar.
Mas...
Por Sandro
(Retirado de http://comunidadeseeu.blogspot.com )
sábado, 4 de setembro de 2010
Peço à vida em alimento

Peço à vida em alimento
O fogo desta paixão
Onde morri sem lamento
Onde vivo em doação
Pelas fontes da desgraça
Que me impelem a beber
No sangue da sua taça
Na mágoa do seu sofrer.
Esperei por toda a vida
Quem nunca há-de chegar
E esta espera me convida
A deixar de tanto amar
A deixar de querer tanto
Quem não quer ser meu um dia
A calar fundo meu pranto
A morrer nesta agonia...
(Felipa Monteverde)
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