Acerca de mim

A minha foto
Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Como me dá na telha

Eu escrevo como me dá na telha
e ao fim nada se assemelha
ao que comecei a escrever.
Não tenho regras
apenas deixo as minhas penas
saírem como lhes apetecer.

Felipa Monteverde

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu vou além das estrelas


Eu vou além das estrelas
à procura de um amor
e só em vê-las
fico a saber
que sou feliz por poder
voar além das estrelas.

Meu voo é firme e vou alto
tão alto que nem sabia
e como um salto
vem-me à ideia
que sou feliz na maneira
de voar firme e tão alto.

Felipa Monteverde

sábado, 10 de setembro de 2011

Ponto final

Eras apenas um parêntesis
depois reticências...
hoje és ponto final
parágrafo
nova linha

Felipa Monteverde

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Horas mortas

Nas horas mortas da madrugada
todos os pensamentos se transformam
todas as ilusões se transfiguram
todas as tristezas nos visitam...

Felipa Monteverde

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Havia um pássaro

Havia um pássaro que tinha um sonho:
voar alto.
Mas não lho permitiam,
apenas o deixavam andar rasteirinho,
rente ao chão.
Ele obedecia mas sonhava,
sonhava sempre que voava
pelo alto céu como um avião.

Felipa Monteverde

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Selinho de amizade


A amiga Alice Cerqueira foi a grande vencedora do 5º Pena de Ouro, organizado pela Lindalva do blog Ostra de Poesia.
A Alice ofereceu este selinho aos amigos, que agradeço.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

És um fado que persigo

Encaminho o silêncio
em direção ao tempo que perdi
procurando em cada homem
o que não havia em ti.

Procuro mil destinos
enquanto atravesso o mar
das saudades e enganos
em que aprendo a navegar.

Penso em ti e recomeço
a iludir o pensamento
em tempestades de sonhos
adormecidos no tempo.

És um fado que persigo
és maré de nostalgias
quimera desencontrada
entre as noites e os dias.

Entrego à lua o caminho
que percorro lentamente
procurando em cada homem
quem tu foste realmente.

Felipa Monteverde