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Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Fome

É noite e a minha alma voa,
alada sombra que te segue os passos
por entre a escuridão que não perdoa
a solitária fome dos meus braços.

(Felipa Monteverde)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Fiel

Permaneço fiel ao silêncio que me inibe,
finjo ouvir palavras que não dizes.

Felipa Monteverde

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Não tenho tempo

Não tenho tempo
e não gosto do tempo que tu queres que eu tenha
do tempo que entre nós eu sei que nunca houve...
e um lamento
me sai do peito em segredo e em silêncio
tão calado e insuspirado que ninguém o ouve.

Não tenho tempo
de ouvir mentiras e segredos
palavras que tu queres que eu escute e nunca ouça...
e num lamento
eu maldigo quem eu era e nunca fui e ninguém soube
e relembro esse tempo do meu tempo de ser moça.

Felipa Monteverde

terça-feira, 24 de maio de 2011

Sonho e sentidos

Eras apenas um sonho que adormeceu na praia
e as marés encheram de areia os meus sentidos.

Felipa Monteverde

terça-feira, 19 de abril de 2011

Não sei nadar

Não quero o travo salgado
da água do mar na minha pele
quero apenas molhar os pés
e não banhar-me nele.

Não sei nadar.
Ninguém me ensinou, não aprendi.
Para mim, o mar é cheiro a maresia
uma aragem salgada
e uma praia vazia.

Não sei nadar.
Mas nado em pensamento a distância
que me transporta a mil Verões
da minha infância.

E sôfrega mergulho nessas águas
em que a memória me acarinha
e me afaga as mãos já enterradas
numa sepultura que era minha.

O mar
é revolta constante e mensageira
em que mergulho e me afundo
por não saber nadar.

Mas sei que estás à minha beira
reconheço o teu odor e o ruído
do teu respirar na minha mente
onde te quedas sempre tão ausente
e tão cheiro a mar.

Mar
amar e não amar ninguém...
E ninguém me ensinou ainda a nadar.

Felipa Monteverde

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Cada manhã


Cada manhã é um suplício a transpor,
madrugada de silêncios e sentidos.

Felipa Monteverde