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Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Alimento

Disse-me a vida
(que me quer abandonar)
que sou eu que a afugento
ao rejeitar
o calor que o teu peito me quer dar.

Pobre vida
que se dá em alimento
a quem rejeita já essa comida…

(Felipa Monteverde)

domingo, 18 de julho de 2010

Sem retorno

Fugiram, sem retorno,
todos os passos que dei;
deixaram-me sozinha, ao abandono
abandonando os sonhos que lhes dei.

Fugiram, para procurarem
outros sonhos, outros passos;
deixaram-me aqui só, sem se importarem
com o vazio imenso dos meus braços…

(Felipa Monteverde)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Despertar

Havia a tua voz
havia o teu odor
mas o tempo e a distância levam tudo
e adormecem o amor.

Acorda, amor, acorda
chegou o tempo e à distância somos nós
frente a frente à mesma porta
sem coragem para a abrir
e os olhos já despertos pela dor...

Porque havia a tua voz
porque havia o teu odor
Mas o tempo e a distância levam tudo
e o que fica é raiva e fúria e amarga dor
em que adormece um grande amor.

Acorda, amor, acorda
abre os olhos, abre a porta
deixa-me entrar no teu silêncio
deixa-me abraçar a tua imagem
que o tempo e a distância levam tudo
levam tudo mas não levam esta dor.

E havia a tua voz
e havia o teu odor…
Abre a porta, abre a porta
foge ao tempo e à distância
e acorda, meu amor…

(Felipa Monteverde)

sábado, 12 de junho de 2010

Por todos esses pecados (Hasta mi final)


VERSÃO DA LETRA EM PORTUGUÊS

Por todos esses pecados
Que cometeste por mim
Acenderei cem mil velas
Na escuridão sem fim
E alumiarei a estrada
Onde passas sem me ver
Serei a candeia acesa
Lume para te aquecer.

Nesses pecados e nessas velas
Eu vejo a vida que por amor te entreguei
E hoje mostro quanto te quero
Dando-te a luz que em mim apaguei.

Por todos esses pecados
Cometidos sem razão
Oferecerei mil flores
Para obter o teu perdão.

Nesses pecados e nessas flores
Eu vejo a vida que por amor te entreguei
E hoje mostro quanto te quero
Dando-te a luz que em mim apaguei.

Nesses pecados e nessas velas
Eu vejo a vida que por amor te entreguei
E hoje mostro quanto te quero
Dando-te a luz que em mim apaguei.

E hoje mostro quanto te quero
Dando-te a luz que em mim apaguei.

(Felipa Monteverde)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Conversas

Conversando contigo
aprendo a ler
e a conhecer
o teu livro.

Nestas conversas
fico a saber
aprendo a ler
as tuas letras.

Ao conversarmos
leio tudo
e o que falamos
permanece mudo
porque eu aprendo
a ler o livro
em que me iludo…

(Felipa Monteverde)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Perdi tempo

Perdi tempo na vida que não mais recuperei
só por haver sido crente
num amor que já matei...

(Felipa Monteverde)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Identidade

No princípio, eu não existia
Era uma coisa que não era
Gerada numa concepção de azia
Nasci num dia de Primavera.

Nasci, mas nunca pude existir
Não havia um lugar que fosse meu
Nem berço, nem carinho p’ra sentir
Que era bem-vinda…
Ninguém um lugar me deu…

Crescendo, comecei a procurar
A minha identidade, quem eu era
Até a realidade me mostrar
Que ninguém estava à minha espera.

Agora eu já sei o que pensar:
Sei que sou de mim mesma, ninguém mais
Entenderá aonde eu quero chegar…
Cresci sem nascer de nenhuns pais.

(Felipa Monteverde)