Há
no amor que guardo
dentro do peito
uma
apatia
tão grande em
relação
ao tempo em que
ainda
te amo
que já nem sei
se existo
em ti
ou
tu em
mim
ou eu
em
nós...
(Felipa Monteverde)
Acerca de mim
- Felipa Monteverde
- Poeta por inspiração e imposição da alma... Uma pessoa simples, que vive a vida como se fosse a letra de uma canção, o enredo de um filme, a preparação para uma vida superior, à espera da eternidade e do encontro com o Criador.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
Hoje o amor fugiu
Hoje o amor fugiu, evaporou-se em três voltas ao luar
rodopiando amores ao beijar
os filamentos de lua no meu peito;
E fiquei quase esquecida em teu olhar
ao ver que deixavas o amor passar
e nem já recordavas o meu leito...
Passou, passou o tempo de viver
junto de ti numa cantiga mansa
sussurrada de mansinho pelo vento
E eu que sempre esperei poder dizer
que és berço em que a minh'alma descansa
sinto agora toda a dor do desalento.
Hoje o amor fugiu, evaporou-se em três voltas ao luar
rasou pelo meu peito a suspirar
rodopiou no tempo e lá se foi;
E eu aqui fiquei, sentindo a dor de amar
e nem saber sequer o que pensar
de um beijo que não mata e me destrói...
Fugiu, fugiu o amor de mim e me deixou
matando sensações que já nasciam
e em meu peito moravam e dormiam
Matou quem eu já fui e já não sou
e nunca mais direi que me faltou
o tempo, pois no tempo acabariam
os beijos de quem nunca me beijou...
(Felipa Monteverde)
rodopiando amores ao beijar
os filamentos de lua no meu peito;
E fiquei quase esquecida em teu olhar
ao ver que deixavas o amor passar
e nem já recordavas o meu leito...
Passou, passou o tempo de viver
junto de ti numa cantiga mansa
sussurrada de mansinho pelo vento
E eu que sempre esperei poder dizer
que és berço em que a minh'alma descansa
sinto agora toda a dor do desalento.
Hoje o amor fugiu, evaporou-se em três voltas ao luar
rasou pelo meu peito a suspirar
rodopiou no tempo e lá se foi;
E eu aqui fiquei, sentindo a dor de amar
e nem saber sequer o que pensar
de um beijo que não mata e me destrói...
Fugiu, fugiu o amor de mim e me deixou
matando sensações que já nasciam
e em meu peito moravam e dormiam
Matou quem eu já fui e já não sou
e nunca mais direi que me faltou
o tempo, pois no tempo acabariam
os beijos de quem nunca me beijou...
(Felipa Monteverde)
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
O caracol

"Caracol, caracol, põe os corninhos ao Sol... "
Este desenho acompanha-me desde criança. Não propriamente este, pois foi desenhado há apenas três anos para uma experiência com o Painting, mas uma imagem igual (ou parecida).
Um dia descobri que desenhar caracóis é muito fácil, e bastava acrescentar uma folhinha para compor a coisa. Gostei do resultado. E então desenho caracóis sempre que me apetece fazer um desenho diferente, sem bonecos, florinhas ou corações...
A onda
A onda do mar chegou
mas era apenas um anzol com que eu pescava amores...
atirei-o ao mar das ilusões
mas ficou preso no regaço dos meus sonhos.
E eu fiquei ali, queda e muda olhando o mar
esperando ternuras e marés do teu amor...
Que jamais beijou os meus sentidos
que jamais abraçou a estrela que escondo no meu peito
nem secou jamais as minhas lágrimas
amargas e escurecidas
como a noite em que me deixo adormecer...
(Felipa Monteverde)
mas era apenas um anzol com que eu pescava amores...
atirei-o ao mar das ilusões
mas ficou preso no regaço dos meus sonhos.
E eu fiquei ali, queda e muda olhando o mar
esperando ternuras e marés do teu amor...
Que jamais beijou os meus sentidos
que jamais abraçou a estrela que escondo no meu peito
nem secou jamais as minhas lágrimas
amargas e escurecidas
como a noite em que me deixo adormecer...
(Felipa Monteverde)
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Um poema de José Saramago
POEMA À BOCA FECHADA
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
(OS POEMAS POSSÍVEIS - Editorial CAMINHO)
Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.
Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.
Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.
Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.
Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.
(OS POEMAS POSSÍVEIS - Editorial CAMINHO)
domingo, 29 de novembro de 2009
Voo de ave
Voo de ave, andorinha
Meu coração
Sai-me do peito, voando
Rasando o chão.
Voo de ave, andorinha
Meu coração
Rasando o tempo, buscando
Sua paixão.
Voo de ave, andorinha
Meu coração
Voando firme, buscando
Tua afeição.
Voo de ave, andorinha
Meu coração
Voa suave, pousando
Na tua mão...
(Felipa Monteverde)
Meu coração
Sai-me do peito, voando
Rasando o chão.
Voo de ave, andorinha
Meu coração
Rasando o tempo, buscando
Sua paixão.
Voo de ave, andorinha
Meu coração
Voando firme, buscando
Tua afeição.
Voo de ave, andorinha
Meu coração
Voa suave, pousando
Na tua mão...
(Felipa Monteverde)
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Cantigas
Quando vejo o céu estrelado
Como em noites de Verão
Lembro o que me tens negado
E o que tenho chorado
Por não ter teu coração.
Meu coração te entregava
Não o quiseste aceitar
Hoje em dia to negava
Que as lágrimas que eu chorava
Não as quiseste enxugar.
Desprezaste o que te dava
Recusaste beijos meus
De ti não recebi nada
Que era outra a tua amada
A dona dos beijos teus.
Nosso tempo já passou
Já passaram esses dias
Em que eu era o que não sou
E hoje em dia já não dou
A ninguém mais simpatias.
Passou o tempo, cresci
Evoluí e medrei
Já nem me lembro de ti
E o que aqui escrevi
São cantigas que inventei...
(Felipa Monteverde)
Como em noites de Verão
Lembro o que me tens negado
E o que tenho chorado
Por não ter teu coração.
Meu coração te entregava
Não o quiseste aceitar
Hoje em dia to negava
Que as lágrimas que eu chorava
Não as quiseste enxugar.
Desprezaste o que te dava
Recusaste beijos meus
De ti não recebi nada
Que era outra a tua amada
A dona dos beijos teus.
Nosso tempo já passou
Já passaram esses dias
Em que eu era o que não sou
E hoje em dia já não dou
A ninguém mais simpatias.
Passou o tempo, cresci
Evoluí e medrei
Já nem me lembro de ti
E o que aqui escrevi
São cantigas que inventei...
(Felipa Monteverde)
Subscrever:
Mensagens (Atom)